Ao fazer uma compra virtual é importante checar todas as informações sobre o serviço, como contatos, validade da oferta e políticas de privacidade

É difícil resistir às tentações dos descontos de até 90% nos sites de compras coletivas como Peixe Urbano, ClickOn e Imperdível. Após pouco tempo de criação, os primeiros datam do início de 2010, muito já foi debatido sobre a sua relação com os Direitos do Consumidor e o consumismo desenfreado. Porém, um outro ponto importante não pode ser deixado em segundo plano: a segurança das informações pessoais passadas durante a compra. Pensando no usuário que acompanha e compartilha promoções a todo o momento pelo PC, notebook, ou celular, a Trend Micro – multinacional especializada em segurança digital – esclarece dúvidas sobre esse cenário e sugere medidas para garantir maior segurança ao navegar pelos clubes.

De acordo com especialistas do comércio eletrônico, esse novo mercado já conta com mais de mil lojas virtuais no Brasil e pode faturar até 1,5 bilhão neste ano. Números tão atraentes que chamam a atenção não só de investidores e consumidores, mas também de oportunistas que aplicam golpes para roubar dados ou dinheiro.

“Hoje, montar um site é algo relativamente simples, rápido e acessível. Dessa forma, fraudes não devem tardar a aparecer nesse novo negócio, uma vez que diariamente caixas de e-mails de todo o mundo são abarrotadas por milhares de spams com falsas propagandas, que trazem consigo URLs maliciosas e anexos com vírus, trojans e spywares”, afirma Leonardo Bonomi, especialista em segurança virtual e responsável pelo laboratório brasileiro da Trend Micro.

Mas isso não significa que essas compras, tão cômodas e vantajosas, devam ser evitadas. O importante é que antes de realizar qualquer transação pela internet, o usuário esteja munido com o máximo de informações sobre o site.

“O usuário precisa ter em mente que todo tipo de transação pela internet envolve algum cadastro. É possível que após a primeira compra, o cliente passe a receber uma newsletter promocional. E, para alguns criminosos, falsificar esse tipo de conteúdo com perfeição é muito fácil, por isso é importante estar atento ao conteúdo do e-mail. Caso sejam solicitados depósitos, taxas sem um propósito claro, ou senhas da conta bancária é provável que seja um golpe”, alerta Bonomi.

Segundo o especialista, também é mais seguro escolher um site de confiança e manter as informações das últimas compras à mão para consulta. Mais vale descartar um e-mail de uma empresa desconhecida, do que arriscar uma suposta pechincha capaz de causar prejuízos financeiros permanentes. “Atualmente, a venda de informações no submundo da internet é um negócio muito lucrativo, portanto lembrar em quais sites se está cadastrado é fundamental”, informa.

Outra dica é digitar o endereço do site de compra coletiva no navegador e não apenas acessar uma promoção por meio de um anúncio via redes sociais. Com mais de 500 milhões de usuários hoje, o Facebook já conta com todo tipo de anúncio e nada garante que todos os promotores das ofertas sejam bem intencionados. O redirecionamento de usuários para páginas com conteúdo malicioso é um golpe frequente, até mesmo em buscadores populares como o Google.

Além disso, os cibercriminosos contam com uma técnica denominada engenharia social, capaz de rastrear os conteúdos de interesse do internauta, com o objetivo de enviar falsas propagandas compatíveis com as suas preferências. “Caso a vítima em potencial esteja na comunidade “Adoro Esportes”, por exemplo, a ideia do criminoso será direcionar-lhe um anúncio de descontos em uma loja de artigos do gênero, pois assim é mais fácil que ele caia em algum ataque”, finaliza.

Se a qualquer momento o consumidor tiver algum tipo desconfiança, é válido verificar se existe algum contato do fornecedor e ligar para esclarecer suas dúvidas. Checar se informações básicas sobre a oferta estão em dia, como validade da promoção, contratos e políticas de privacidade, podem ser algumas pistas.

Fonte: Techlider