Entendendo o que é RAID

domingo, 17 de abril de 2011



RAID (Redundant Array of Independent Disks ou em português Conjunto Redundante de Discos Independentes) é uma tecnologia utilizada em armazenamento de discos que permite conectar dois ou mais HDs no sistema, duplicando os dados automaticamente (daí que vem o conceito de redundância) para backup em tempo real e garantir ganhos de desempenho e segurança.

O RAID está dividido em vários níveis, dos quais é possível escolher o que mais se adéqua a sua necessidade ou situação, mas irei explicar somente os mais importantes.

Mas aviso, caso venha a fazer um RAID verifique antes se todos os discos têm as mesmas caracteristicas, como velocidades de rotação iguais, mesma capacidade, mesma memória cachê e é recomendado ser do mesmo modelo.

RAID 0 (Segmentação, fracionamento ou distribuição)

Em inglês Stripping, esse método consiste em segmentar os dados consecutivos (faixas ou stripes) que são distribuídos de forma sequencial entre os discos permitindo que os fragmentos possam ser lidos e gravados simultaneamente, aumentando a velocidade da taxa de transferência de forma proporcional à quantidade de HDs que estão trabalhando (Exemplo: Se em um HD isolado a taxa de transferência for de 100 MB/s, com 2 HDs será quase de 200 MB/s ao utilizar o RAID 0). Mas pelo outro lado da moeda, sua segurança fica em risco, pois um problema em um dos HDs fará você se lascar perder TODOS os dados que estiverem guardados na sua máquina. Ou seja, ótimo desempenho e pouca confiança (“interessante essas duas palavras, no mundo da TI nunca a vi jogaram no mesmo time”).

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RAID 1 (Espelhamento)

Conhecido como mirroring, consiste em copiar os dados de forma automática (sem nenhum tipo de modificação, segmentação ou outra coisa) que estão sendo salvos em um HD para o outro a fim de criar uma base de dados igual entre todos os HDs (daí o nome espelhamento – o que um HD faz, o outro faz igual). Nesse RAID a integridade dos dados é a mais alta, principalmente se for possível espelhar esses HDs à distância para prevenir perda de dados em casos de incêndios, desmoronamentos ou outras catástrofes. Além disso, na falha de um HD, o outro que está em paralelo irá imediatamente assumir o lugar do hardware defeituoso. Mas em contra partida, você “perderá” espaço e velocidade de gravação proporcionalmente a quantidade de HDs, embora ganhe velocidade de leitura proporcional a quantidade dos mesmos.

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RAID 4

Nesse RAID, um disco irá armazenar a paridade (um cálculo efetuado com base nos dados gravados nos outros discos), assim, na hora em que um disco for danificado, a paridade irá refazer o conteúdo do HD avariado com base nas informações que ela tem. Sua vantagem é a sua alta taxa de leitura e possibilidade do aumento dos números de discos. A desvantagem é uma taxa de gravação lenta e uma difícil reconstituição dos dados em relação ao RAID 1, por isso o fazem ser pouco utilizado, sendo subistituído pelo RAID 5.

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RAID 5

Necessitando de pelo menos três HDs, esse RAID é o mais usado em servidores, ele tem o funcionamento semelhante ao RAID 4, mas com melhorias a fim de retirar algumas dificuldade comuns por esse tipo. As informações sobre paridade para os dados do arranjo são distribuídas ao longo de todos os discos do arranjo, em vez de serem armazenadas em um disco dedicado.

Dessa forma, o gargalo de escrita é reduzido, pois como no RAID-4 a paridade era feita somente em um disco, a escrita era mais lenta devido à elevada taxa a ser gravada naquele disco, mas no novo caso, as escritas concorrentes nem sempre requerem acesso às informações sobre paridade em um disco dedicado. Contudo, o desempenho de escrita geral ainda sofre por causa do processamento adicional causado pela leitura, re-cálculo e atualização da informação sobre paridade.

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Fonte: I/O Tecnologia

 
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