Usuários não atualizam Java e Flash, mostra relatório da Kaspersky

quinta-feira, 18 de agosto de 2011



40% dos usuários usa uma versão vulnerável do Flash, e 30% uma versão vulnerável do Java (Foto: Reprodução)
40% dos usuários usa uma versão vulnerável
do Flash, e 30% uma versão vulnerável do Java
(Foto: Reprodução)

A fabricante de antivírus russa Kaspersky Lab divulgou o relatório de “Evolução das ameaças” para o segundo trimestre de 2011. A pesquisa destaca que os dois softwares menos atualizados – e que permanecem vulneráveis no PC dos internautas – são o Flash e o Java. Na lista das 10 falhas mais encontradas, há apenas softwares da Adobe, que desenvolve o Flash, e da Oracle, desenvolvedora do Java.

Além de encabeçar a lista, a Adobe também está muito mais presente nela do que a Oracle. Oito das dez falhas mais comuns estão em produtos da Adobe – Reader e Flash – e duas são do Java, que ocupa as posições 2 e 6 do ranking. Os dados apontam que usuários frequentemente se esquecem de atualizar esses programas ou que seus mecanismos de atualização automática são ineficientes.

Como os softwares são usados como plugins em navegadores de internet, o risco maior está nos ataques em páginas web maliciosas ou páginas legítimas que foram comprometidas por criminosos.

Uma pesquisa da Microsoft em 2010 já mostrava a preferência dos criminosos em atacar o Java e o formato de documentos PDF, usado pelo Adobe Reader. Os golpistas virtuais tiram proveito de falhas nesses aplicativos para infectar sistemas com a simples visita a uma de internet. Em um sistema atualizado e protegido, normalmente não é possível que um site instale um vírus no PC sem a autorização de um download.

O estudo ainda mostrou que quase um terço dos brasileiros (29,4%) visita alguma página que carrega códigos maliciosos capaz de explorar essas vulnerabilidades.

A Kaspersky destacou também os principais fatos do trimestre. Entre eles está as atividades dos “ativistas hackers” como Anonymous e LulzSec, o surgimento dos antivírus falsos para computadores Mac e uma praga digital russa que usa os computadores infectados para conseguir Bitcoins.
Fonte: G1

 
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